COVID-19: vacinação não afeta a fertilidade

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A vacinação contra o COVID-19 não afeta a fertilidade dos pacientes submetidos à fertilização in vitro (FIV), aponta um novo estudo. As descobertas, publicadas no Obstetrics & Gynecology (o Green Journal), aumentam o crescente corpo de evidências que garantem que a vacinação contra o COVID-19 não afeta a fertilidade.

Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores  compararam as taxas de fertilização, gravidez e aborto precoce em pacientes que fizeram uma fertilização in vitro e receberam duas doses de vacinas fabricadas pela Pfizer ou pela Moderna com os mesmos resultados em pacientes não vacinados.

Este é um dos maiores estudos já realizados para analisar a fertilidade e os resultados dos ciclos de fertilização in vitro em pacientes que receberam vacinas contra o COVID-19.  Os pesquisadores  não encontraram diferenças significativas na resposta à estimulação ovariana,  à qualidade do óvulo, ao desenvolvimento embrionário ou aos resultados da gravidez entre os vacinados em comparação com pacientes não vacinados.

“As descobertas de que a vacinação não impacta nos resultados da FIV são tranquilizadoras para todos os pacientes que estão tentando conceber ou estão no início da gravidez”, afirma Alexandre Lobel, especialista em Reprodução Humana Assistida.

Entenda o estudo

O estudo envolveu pacientes que foram submetidos à FIV, ou seja, cujos óvulos foram coletados e fertilizados por espermatozoides em laboratório, criando embriões que foram congelados e depois descongelados e transferidos para o útero e pacientes que passaram por tratamento médico para estimular o desenvolvimento de óvulos.

Os dois grupos de pacientes submetidos à transferência de embriões congelados e descongelados – 214 vacinados e 733 não vacinados – tiveram taxas semelhantes de gravidez e perda precoce da gravidez. Os dois grupos de pacientes submetidos à estimulação ovariana – 222 vacinados e 983 não vacinados – tiveram taxas semelhantes de óvulos coletados, fertilização e embriões com número normal de cromossomos.

Todos os pacientes do estudo foram tratados no Hospital Monte Sinai, em Nova York, entre fevereiro e setembro de 2021. Os pacientes submetidos ao tratamento de fertilização in vitro foram acompanhados de perto, permitindo que os pesquisadores capturassem dados precoces sobre a implantação de embriões, além de perdas gestacionais.

Os autores do estudo destacam que as descobertas contribuem para  aliviar a ansiedade das pessoas que estão pensando em engravidar e permitem que elas tomem as decisões  melhores sobre a própria saúde, com mais informações disponíveis. Para Alexandre Lobel, “saber que a vacina contra o COVID-19 não afeta o potencial reprodutivo é um alento para muitos pacientes”.

A publicação do estudo coincidiu com o surgimento da variante Omicron, altamente contagiosa. Estudos anteriores a este já tinham apontado que a vacinação contra  o COVID-19 ajudou os pacientes a se protegerem da doença, conferiu anticorpos aos bebês e não aumentou o risco de parto prematuro ou problemas de crescimento fetal.

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